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Pauta do dia

Incentivo às crianças da periferia: Projeto ensina programação de jogos para crianças

O Projeto Arrastão, em parceria com a ONG Code Club, ensina programação de jogos para crianças de 9 a 12 anos no Campo Limpo e em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Mantido por meio de parcerias com empresas e verbas de editais, o projeto tem como um mantra…

O Projeto Arrastão, em parceria com a ONG Code Club, ensina programação de jogos para crianças de 9 a 12 anos no Campo Limpo e em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.

Mantido por meio de parcerias com empresas e verbas de editais, o projeto tem como um mantra “empoderar por meio da tecnologia para gerar emprego e renda”. Hoje o curso, com quatro turmas, tem como meta formar 480 crianças em 2017 e se expandir para outras regiões da cidade.

O que é o Projeto Arrastão?

Fundado em 1968 por um grupo de voluntários, o Projeto Arrastão é uma organização sem fins lucrativos que trabalha o desenvolvimento comunitário por meio de ações de promoção social, educacional e cultural, na região de Campo Limpo. Atualmente realiza cerca 1.300 atendimentos diários para crianças, adolescentes, jovens e adultos, somando cerca de cinco mil atendimentos indiretos por mês.

Com a filosofia de “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”, o projeto tem sete valores bem definidos: coragem e ousadia para ser guerreiro, diversidade para ser agregador, criatividade para sempre gerar ideias, acolhimento para ser um bom amigo, confiança para ser referência, flexibilidade para estar sempre vivo e, claro, uma boa dose de alegria.

O que os gestores podem aprender com a experiência da capacitação em programação?

O Code Club Brasil, entidade britânica que está no país desde 2013, visa ensinar informática gratuitamente, capacitando gerações para o mercado de trabalho. As aulas de programação prometem desenvolver o raciocínio lógico, o trabalho em equipe e a criatividade. Arthur Gandra, diretor-executivo do projeto e professor voluntário, afirma que o Code Club tenta diminuir a desigualdade, pois há muitos cursos de programação que estão acima de R$ 300 por mês. As pessoas mais pobres não têm acesso”. E conclui, dizendo que “saber programar será um pré-requisito daqui a alguns anos, assim como aprender inglês. Ela vai ser a terceira linguagem para todos aprenderem”.

Os gestores públicos podem aprender a partir deste curso que, iniciativas realizadas pelo terceiro setor podem agregar valor e ser incentivadas pelo poder público, pois muitas vezes têm relevância, qualidade e acesso a jovens e comunidades que infelizmente, o próprio poder público tem dificuldades em atuar.

O projeto de programação, especificamente, tem relevância local, é atual sob o ponto-de-vista do mercado de trabalho, é pedagogicamente eficiente na atração e manutenção dos jovens no curso, e ainda por cima é sustentado por uma rede de parceiros e doadores privados. Os gestores públicos podem aprender muito junto a estas entidades em todas estas frentes.