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Plano de Governo: o que é primordial na construção do planejamento de gestão?

On agosto 9, 2016, Posted by , In Cartilhas ou Manuais, With 1 Comment

Falta pouco tempo para que candidatos iniciem suas campanhas eleitorais para prefeito, vice-prefeito e vereador. As campanhas eleitorais são pensadas de forma a publicitar aquilo que os candidatos elencaram em seus devidos planos de governo.

Criar um plano de governo é uma obrigação para todos os candidatos. Contudo, muitos pré-candidatos tratam esse momento como mera fase que envolve o protocolo de suas candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral. Deste modo, não é exceção encontrar alguns equívocos em planos de governo, que em alguns casos são elaborados às pressas, pulando uma etapa primordial do processo: conhecer bem a cidade e ouvir como a população percebe o município tanto positiva como negativamente. A partir desta escuta, os pré-candidatos conseguem capturar aquilo que é de maior relevância ou o serviço público que está em falta na cidade. O plano de governo demonstra o “tom” que o candidato dará a sua gestão se confirmada a vitória após a eleição.

Muitos eleitores ou grupos políticos organizados consideram de extrema importância este momento, afinal, é através deste momento que se passa a conhecer as propostas de um candidato. Ter acesso ao plano de governo dos candidatos é compreendido como o momento de observar se as ações correspondem a demandas reais da cidade, evitando promessas desproporcionais.

Sabendo da importância que este processo possui, como fazer com que um plano de governo reflita ações e políticas públicas tangíveis à população?

Um plano de governo deve partir da premissa de que é necessário saber o que de fato é de competência do município, evitando assim promessas que na verdade são de competência de outro ente federado ou que dependem dos demais entes federados. Outra variável importante para consolidar um plano de governo coerente é saber a realidade orçamentária e a capacidade do município de realizar investimentos, além da necessidade de ter em mente a variável tempo para que as ações elencadas no plano de fato saiam do papel.

Ter em mãos um bom diagnóstico da realidade local também é compreendido aqui não somente como um diferencial entre os planos de governo, mas como uma forma de iniciar o processo já de forma transparente junto ao eleitorado. Atualmente, inúmeras são as bases de dados ou endereços eletrônicos que têm informações locais. Um governo transparente parte de um diagnóstico transparente sobre a realidade local e a realidade orçamentária da prefeitura. A construção das ações devem ser integradas e capazes de demonstrar a viabilidade da proposta.

Na tentativa de fazer com que todos os candidatos tenham condições de elaborar um plano de governo factível e coerente com a realidade municipal, o Instituto Teotônio Vilela publica o Manual para Elaboração de um Plano de Governo. A iniciativa procura esclarecer possíveis dúvidas sobre como elaborar este documento e traçar caminhos de atuação de forma estratégica, extinguindo os efeitos da crise econômica enfrentada pelo País que, sem dúvida, vai afetar as prefeituras municipais que não contarem com um planejamento coerente de ações.

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Renata Vilhena – especialista em administraçao pública, foi secretária de Planejamento de Minas Gerais

Fonte: Instituto Teotônio Vilela