Home  >>  Pauta do dia  >>  Transparência Internacional: Qual a posição do Brasil no ranking?

Pauta do dia

Transparência Internacional: Qual a posição do Brasil no ranking?

A Transparência Internacional, organização não-governamental que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção, apresentou o relatório intitulado “People and Corruption: Latin América and the Caribbean”, que relata a percepção da população da América Latina e Caribe sobre a corrupção em seus países. Uma organização com conhecimentos sobre pesquisa…

On outubro 11, 2017, Posted by , In Pauta do dia, By ,, , With No Comments

A Transparência Internacional, organização não-governamental que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção, apresentou o relatório intitulado “People and Corruption: Latin América and the Caribbean”, que relata a percepção da população da América Latina e Caribe sobre a corrupção em seus países.

Uma organização com conhecimentos sobre pesquisa de mercado conduziu as pesquisas em nome da Transparência Internacional. Entre maio de 2016 e dezembro de 2016 essa organização de pesquisa conversou com 22,302 pessoas cara a cara, em 20 países, em toda a América Latina e Caribe sobre suas percepções e experiências de corrupção.
De acordo com o Relatório, países presentes na região estudada estão experimentando um aumento dos crimes violentos bem como da insegurança e em alguns países há ainda uma pressão sobre a liberdade de expressão de ativistas, jornalistas e nichos da sociedade civil organizada.

Seja sob a perspectiva das instituições ou das pessoas, a Transparência Internacional condensa a percepção que temos há algum tempo: a corrupção sistêmica existe. Contudo, quando comparamos o Brasil com demais países – desconsiderando suas dimensões territoriais, cultura e sistema político e eleitoral – temos um país mais ou menos corrupto do que imaginamos?

O que as pessoas falaram sobre corrupção?

De acordo com a Transparência Internacional as pessoas entrevistadas afirmaram que a corrupção em seus países está em ascensão. A maioria das pessoas viu o nível de corrupção aumentar ao longo dos 12 meses em que a pesquisa foi realizada. No Brasil, Peru, Chile e Venezuela, três quartos ou mais dos entrevistados disseram que a corrupção estava em ascensão (de 78 por cento para 87 por cento).

Outro apontamento interessante do Relatório envolve a polícia e os políticos. Ambas categorias são analisadas no Relatório como os mais corruptos nos países observados. As pessoas que vivem na Venezuela foram as mais propensas a considerar a polícia a instituição mais corrupta (73 por cento), e no Paraguai os cidadãos foram considerados mais propensos a dizer que seus representantes eleitos eram altamente corruptos (69 por cento).

De acordo com o Relatório, a necessidade da prática de suborno para que o acesso a políticas educacionais e de saúde é uma realidade. Neste quesito o Brasil, devido a universalização mesmo que precária possui baixos percentuais.

Recomendações da Transparência Internacional

Os governos devem assegurar que o acesso a serviços públicos sejam feitos independente daquele que o procura. É interessante que o acesso a tais políticas sejam claras o suficiente e devem ser públicas. Além disso, o Relatório acredita que os governos devem simplificar os procedimentos burocráticos para evitar longos processos discricionários de tomada de decisão.

O investimento em plataformas de governo eletrônico para permitir que o usuário tenha acesso fácil às políticas públicas também é considerada uma boa estratégia. O uso de aplicativos para serviços sem interações face a face com departamentos públicos pode ser uma saída para evitar o suborno.

Por fim o Relatório recomenda que os governos não somente criem como assegurem a existência de canais de confiança disponíveis para cidadãos para que a população possa informar sobre a qualidade e o nível de satisfação dos serviços prestados.