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Pauta do dia

Sem educação financeira e imediatista, brasileiro não costumar poupar dinheiro

O brasileiro é reconhecido pelo imediatismo. Seja para ações positivas de auxílio ou ajuda em causas de necessidade seja para situações em que pensar duas vezes seria melhor, como por exemplo, no ato de (não) poupar dinheiro. O brasileiro, de acordo com a DataFolha, tendem a gastar seus recursos financeiros…

O brasileiro é reconhecido pelo imediatismo. Seja para ações positivas de auxílio ou ajuda em causas de necessidade seja para situações em que pensar duas vezes seria melhor, como por exemplo, no ato de (não) poupar dinheiro. O brasileiro, de acordo com a DataFolha, tendem a gastar seus recursos financeiros pensando sempre de forma imediata e não no longo prazo. De acordo com a pesquisa há sempre uma justificativa para se gastar. Uma das justificativas mais usadas é o “eu mereço porque trabalhei muito”.

Frente esse contexto de gasto excessivo, os brasileiros deveriam pensar mais sobre a possibilidade de poupar um pouco do que recebe. A Reforma da Previdência que poderá entrar em vigor apresenta uma lógica em que os valores de aposentadoria a receber serão adiados e provavelmente reduzirão benefícios. Deste modo o hábito do brasileiro de consumir no presente sem pensar no futuro pode se tornar um problema para muitos.

A previdência privada como hábito

Poupar para o futuro é prática pouco usada no Brasil frente a falta de conhecimento sobre finanças pessoais. O brasileiro historicamente ganha seus rendimentos com base no salário mínimo que frente a inflação ou outras variáveis econômicas faz com que a renda mensal de um trabalhador seja baixa demais. A receita versus a despesa de um brasileiro faz com que poupar seja pensado como algo a fazer em um segundo momento.

A falta de instrução sobre finanças também faz com que até mesmo quem ganha mais mensalmente não tenha o hábito de poupar. De acordo com Guilherme Lichand, sócio da MGov, o foco no pagamento das contas mensais, captura a atenção de muitos brasileiros, fazendo-os focar no curto prazo e perpetuar o comportamento de não poupar e também perpetuar a pobreza.

Nesse cenário, pensar uma previdência privada ou alocar um percentual dos rendimentos na poupança por exemplo tornou-se pauta entre economistas.

Um exemplo inspirador

Apesar de termos essa cultura de pouco poupar, é possível encontrar boas iniciativas com foco na educação financeira, inclusive, entre os mais jovens. A Escola Municipal Novo Milênio, em Missal, desenvolve um programa sobre Educação Financeira, por meio de uma parceria que foi firmada entre Administração Municipal, por intermédio da Secretaria de Educação, com a Itaipu Binacional. Mostrar aos jovens que é possível poupar inclusive para que eles possam ensinar aos pais é uma boa estratégia para que no futuro possamos ter famílias que poupem mais.