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Pauta do dia

Moradores de rua sofrem com a baixa temperatura em todo o país

Com inverno mais rigoroso neste ano e mais previsões de baixas temperaturas, para não morrer de frio, moradores de rua de todo o país sofrem para sobreviver a esse inverno. Dormir dentro de agências bancárias e, muitas vezes, ingerir bebidas alcoólicas são, infelizmente, alternativas que os moradores de rua se…

Com inverno mais rigoroso neste ano e mais previsões de baixas temperaturas, para não morrer de frio, moradores de rua de todo o país sofrem para sobreviver a esse inverno. Dormir dentro de agências bancárias e, muitas vezes, ingerir bebidas alcoólicas são, infelizmente, alternativas que os moradores de rua se utilizam para enfrentar o frio. Contar com a boa vontade de voluntários ou alguns governos municipais que doam cobertas, são possibilidades que também existem, mas são incertas.

Serviços de acolhimento existem, e estão previstos dentro da estrutura do Sistema Único de Assistência Social – SUAS – mas muitos municípios não acessam e por isso, não possuem o serviço.

Casa de Acolhimento – o que é e como acessar?

O serviço de acolhimento para adultos e famílias, é o acolhimento provisório com estrutura para acolher pessoas e grupos familiares com privacidade, previsto para pessoas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência, ou pessoas em trânsito e sem condições de se sustentarem.

Duas unidades são previstas para atendimento nesta modalidade, o abrigo institucional, que é semelhante a uma residência, com limite máximo de 50 pessoas por unidade e de 4 pessoas por quarto; e a casa de passagem, que é destinada a receber no máximo de 50 pessoas, e caracteriza-se pela oferta de acolhimento imediato e emergencial, distinguindo-se por ter um fluxo mais rápido, uma vez que recebe indivíduos em trânsito, com uma permanência máxima de 90 dias.

Para acessar o serviço, quando houver no município, o encaminhamento pode ser feito via Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), do Serviço em Abordagem Social, Centro Pop e demais serviços e políticas públicas, além de demanda espontânea.

Atendimento ocorre apenas com a vontade do morador de rua

A prefeitura de Campo Grande, por exemplo, que oferece o Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), que tem como objetivo possibilitar condições de acesso à rede de serviços e benefícios assistenciais às pessoas em situação de rua, relatou que na noite de 17 de julho, o SEAS atendeu seis denúncias, quatro pessoas foram acolhidas e nove recusaram atendimento e receberam cobertores.

Em Porto Alegre, apesar de conviverem com o frio, em reportagem divulgada ontem, 18 de julho, moradores de rua explicam porque não demonstram vontade de procurar abrigo em albergues. Reclamam que o atendimento tem muitas regras. “Tem que chegar na hora certa e sair na hora que dizem. Faça sol, frio ou chuva. Não me acostumo com isso” , disse o morador de rua, João Pedro dos Santos.