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Pauta do dia

Embrapa apresenta solução inovadora que equilibra agricultura, pecuária e meio ambiente

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem apresentado boas soluções que otimizam a política pública vinculada a agricultura, pecuária e afins. Uma dessas soluções é o chamado iLPF ou também conhecido como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ou Sistema Agrossilvipastoril. Integrar significa unir…

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento tem apresentado boas soluções que otimizam a política pública vinculada a agricultura, pecuária e afins. Uma dessas soluções é o chamado iLPF ou também conhecido como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ou Sistema Agrossilvipastoril.

Integrar significa unir elementos que, em conjunto, irão se ajustar de forma ótima, formando uma totalidade mais coerente do que as partes separadas.

Assim, o iLPF busca por meio da integração de atividades agrícolas, de pecuária e florestais, otimizar os resultados e ser economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente aceito.

Como funciona o ILPF?

A integração contempla os componentes agrícola, pecuário e florestal, em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área. O componente agrícola pode ser utilizado na fase inicial de implantação do componente florestal ou em ciclos agrícolas anuais durante o desenvolvimento do sistema. O componente pecuário, via de regra, é introduzido no sistema em substituição ao componente agrícola. Esses Sistemas fundamentam-se na intensificação do uso da terra em áreas cultivadas, na recuperação de pastagens degradadas, na diversificação de atividades na propriedade rural e no aumento da eficiência dos sistemas de produção, atendendo as prerrogativas de sustentabilidade.

Quais os benefícios da iLPF?

De acordo com a Universidade Federal de Viçosa os benefícios do uso desse método envolvem as variáveis econômicas, ambientais e sociais

Do ponto de vista econômico pode-se citar como benefícios mais relevantes a redução ou viabilização do custo de recuperação/renovação de pastagens em processo de degradação ou degradadas; o aumento da taxa de lotação das pastagens; o aumento do ganho de peso animal; o aumento da produção de leite; a constante diversificação das atividades na propriedade; a redução dos riscos climáticos e de mercado; a melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo; a redução na ocorrência de pragas, doenças e plantas daninhas, com consequente diminuição no uso de inseticidas, fungicidas e herbicidas; a produção de forragem de qualidade na entressafra, com baixo custo, para alimentação animal na estação seca; a eliminação de investimentos na construção de sombra artificial aos animais, sobretudo para gado de leite; e a otimização do uso de máquinas, equipamentos e mão de obra.

A atividade agrícola também apresenta os seguintes resultados positivos: o aumento da produção por unidade de área; aumento da competitividade do agronegócio brasileiro; agregação de valor à produção e o aumento de renda da propriedade.

Os benefícios ambientais mais relevantes são: Maior taxa de infiltração e armazenamento de água no solo; controle de erosão; redução de perdas de nutrientes do solo; uso racional de agrotóxicos e consequente redução dos riscos de intoxicação e de contaminação do ambiente; melhoria das condições de ambiência animal (proteção contra tempestade, ventos frios, granizo, altas temperaturas) pelo sombreamento das pastagens, reduzindo o estresse dos animais; redução da emissão de gases de efeito estufa (GEE); sequestro de carbono pela biomassa aérea e radicular das árvores e da forragem e mitigação do desmatamento pelo aproveitamento de áreas degradadas.

Como benefícios sociais da adoção dos Sistemas ILPF destacam-se: a geração de empregos; redução na sazonalidade de uso da mão de obra na propriedade; necessidade de capacitação técnica dos colaboradores; incremento no valor da remuneração pela qualificação do trabalhador; melhoria da renda e da qualidade de vida na propriedade rural; maior oferta de alimentos, fibras e agroenergia com sustentabilidade.

Observar que o agricultor possui a oportunidade de usar o solo economicamente durante todo o ano é relevante e mais do que isso: aumenta a capacidade de produtividade e de renda do agricultor. Além disso, ressalta-se que a diversificação é positiva não deixando o agricultor refém de um único produto produzido.