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Pauta do dia

Desenvolvimento Sustentável: Como a gestão pública deve atuar para minimizar os efeitos do clima?

Mudanças na forma de se pensar as cidades enquanto local capaz de prover qualidade de vida e desenvolvimento sustentável é uma perspectiva recente. E não estamos falando aqui somente de ideias vinculadas ao transporte sustentável e ao debate acerca do uso de ciclovias, ciclofaixas ou carros compartilhados, pois, independente das…

Mudanças na forma de se pensar as cidades enquanto local capaz de prover qualidade de vida e desenvolvimento sustentável é uma perspectiva recente. E não estamos falando aqui somente de ideias vinculadas ao transporte sustentável e ao debate acerca do uso de ciclovias, ciclofaixas ou carros compartilhados, pois, independente das ações pontuais que conhecemos, há os agravos já causados pelos habitantes das cidades, pelas indústrias locais e pelas cidades vizinhas ou até mesmo países vizinhos. Uma consequência deste agravo está nas constantes mudanças climáticas e no debate sobre o aquecimento global.

Secas ou alagamentos como riscos às políticas públicas

O Brasil está passando por secas e por inundações que geram consequências terríveis para os cidadãos. Incorporar tais consequências naturais em políticas públicas é considerado difícil e perpassa por tomadas de decisão severas, dado que o clima não é gerenciável. Não é possível dar continuidade em obras de asfaltamento em ambientes alagados ou dar continuidade em obras de adutoras em locais de seca profunda e com pouco conhecimento do local. Uma forma favorável de se pensar como gerir políticas públicas vinculadas ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável é por meio da autonomia local de gestão destas atividades. Governos estaduais podem atuar de forma coletiva ou consorciada a favor de intervenções chamadas “limpas”.

Pensar uma agenda de sustentabilidade urbana é um desafio

No Brasil, a população urbana chega a 85%. E, na medida em que as cidades vão crescendo em tamanho e população, aumenta-se também a dificuldade de se manter o equilíbrio espacial e ambiental. De acordo com o Programa Cidades Sustentáveis é preciso sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. Nem sempre o governo federal consegue coordenar todas as atividades a favor do meio ambiente e da sustentabilidade, como por exemplo no caso recente de seca no Ceará em que especialistas afirmam que a gestão da seca e de recursos hídricos é mais eficiente quando feita pelo governo estadual e não pela União.

Percebe-se que grandes são os desafios e, para sermos exitosos em ações que contribuam com a sustentabilidade, será necessário o envolvimento de cidadãos, organizações sociais, empresas e governos.