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Pauta do dia

Como os gestores públicos podem contribuir com a redução da violência nas cidades?

Inúmeras pessoas já passaram pela terrível sensação de ser assaltado. Há ainda aqueles que viram seus familiares assassinados e ainda não sabem o motivo. Os números vinculados a morte violenta no Brasil são altos e nem sempre é assim devido a prioridade que pode ser dada pelo gestor: estados com foco e atuação maior na busca pela redução de homicídios colabora na diminuição das taxas de fato muito altas.

On outubro 31, 2016, Posted by , In Pauta do dia, With No Comments

Números Maiores que de uma Guerra Civil

O Décimo Anuário Brasileiro de Segurança, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública chega a conclusão de que, em 2015, uma pessoa foi assassinada no Brasil a cada 9 minutos. No total, 58.383 pessoas foram mortas, em uma média de 160 por dia, ainda de acordo com o 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Ao analisarmos o número de mortes no período de 2011 a dezembro de 2015, 278.839 pessoas foram mortas, número superior aos registrados no mesmo período na guerra da Síria, onde 256.124 morreram. Os números do país do Oriente Médio são do Observatório de Direitos Humanos na Síria e da Organização das Nações Unidas.
Se focalizarmos a análise por estado brasileiro, a região Nordeste encabeça a lista e as outras quatro posições: o estado de Sergipe é hoje o com maior taxa de homicídios (57,3 mortes por 100 mil habitantes), seguido por Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e Pará. Os estados com menor taxa de mortes por 100 mil habitantes são os Estados de São Paulo, Santa Catarina e Roraima.

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A vontade da Gestão conta muito

Ao compararmos os registros de 2015 e de 2014, houve uma retração nos valores de 1,2%, contudo, cabe aqui ressaltar a importância da metodologia na criação do Anuário: os dados são repassados pelos estados que podem retificar os mesmos. O que pode ser avaliado de fato não são os números absolutos, mas as políticas públicas com foco na redução dos homicídios institucionalizada pelos governos estaduais. A capital Vitória possui a maior redução, 43,6% e especialistas vinculam a retração a políticas pública a favor da redução de homicídios e da violência letal. O estado do Ceará também possui ações estratégicas e importantes para que o estado não apresente junto com os cinco outros estados do Nordeste.