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Pauta do dia

Com Copa do Mundo e Olimpíadas, Brasil tem expansão da rede hoteleira

Foi divulgada nesta quarta-feira, 19 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados da Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2016. Os resultados mostram que em cinco anos, num comparativo entre os anos de 2011 e 2016, houve crescimento de 15% no número de estabelecimentos de hospedagem…

Foi divulgada nesta quarta-feira, 19 de julho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os resultados da Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2016. Os resultados mostram que em cinco anos, num comparativo entre os anos de 2011 e 2016, houve crescimento de 15% no número de estabelecimentos de hospedagem nas capitais brasileira, enquanto o total de leitos cresceu 15,4%.

Segundo o IBGE, os megaeventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 no Rio, efetivamente ajudaram a aumentar a oferta de hospedagem no País nos últimos cinco anos, crescimento este que também está associado ao desenvolvimento econômico, no período, de algumas regiões, a despeito do ciclo de recessão atual.

Resultados da pesquisa

Em 2016, o Brasil possuía 31.299 estabelecimentos de hospedagem. 47,9% destes estabelecimentos são hotéis, 31,9% são pousadas e 14,2% são motéis. Acomodações mais informais detinham menor participação, como as pensões, cama e café ou pousadas domiciliares (2,0%), apart-hotéis (2,0%), albergues turísticos (1,4%) e outros tipos de acomodações, como campings, dormitórios, e hospedarias (0,6%). Somando todos os estabelecimentos, a estrutura hoteleira brasileira possuía 1,011 milhão de unidades habitacionais (suítes, quartos ou chalés) e 2,408 milhões de leitos.

Se observarmos a média por estabelecimento, a média nacional foi de 32 unidades habitacionais e 77 leitos por estabelecimento de hospedagem. Da mesma forma, se observarmos a média por 100 mil habitantes, a média nacional é de 15 estabelecimentos, 491 unidades habitacionais e 1.168 leitos.

A maior parte da rede hoteleira do Brasil em 2016 estava no Sudeste, que possuía 41,8% dos estabelecimentos, 43,8% das unidades habitacionais e 43,1% dos leitos disponíveis. Em segundo lugar vinha o Nordeste, com 23,6% dos estabelecimentos, 21,7% das unidades habitacionais e 22,4% dos leitos. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram a maior parte da oferta de hospedagem: 48,0% do total de estabelecimentos, 48,8% das unidades habitacionais e 48,7% dos leitos disponíveis. Os estados que mais expandiram sua rede de hospedagem no entanto, estão no Norte do país, que concentrou nesse período grandes obras de mineração e do setor elétrico no entorno da região amazônica, como as duas usinas do Rio Madeira, a obra de Belo Monte, e o Complexo S11D, da Vale, no Pará.

Entre as capitais, aquelas que apresentaram o crescimento mais expressivo no período 2011-2016 estão Palmas (53% a mais de leitos), Belém (aumento de 58%), Campo Grande (45,3%) e Rio Branco (34,7%).

Como os gestores públicos podem incentivar o turismo em suas cidades?

Gestores públicos podem e devem atuar observando sempre a vocação turística local. Para isso, primeiramente é necessário conhecer o turista, o mercado e o território. É importante desenvolver estudos e pesquisas sobre a atividade turística que seja capaz de gerar inteligência e direcionamento da estratégia turística local ou regional.

Uma vez definida a estratégia, parte-se para a estruturação do destino turístico. Esta etapa, perpassa pelo apoio ao desenvolvimento da(s) região(ões) turística(s), pela melhoria da infraestrutura turística, pela estruturação dos segmentos turísticos priorizados, pela melhoria da sinalização, da acessibilidade e dos Centros de Atendimento aos Turistas.

Também é importante fomentar, regular e qualificar os serviços turísticos. Para isso, pode-se adotar estratégias que envolvam cadastrar os prestadores de serviços turísticos, fiscalizar os serviços turísticos, classificar e certificar os serviços e equipamentos turísticos, capacitar e qualificar profissionais e gestores do setor de turismo, incrementar as linhas de financiamento à iniciativa privada, e atrair investimentos via incentivos tributários.

A promoção dos produtos turísticos também é uma etapa importante num processo estruturado de incentivo ao turismo. O setor público, neste caso, pode realizar campanhas de promoção do turismo, apoiar eventos de comercialização, realizar ações de apoio à comercialização do produto turístico, participar e realizar mostra dos produtos e roteiros turísticos, e apoiar a realização de eventos de fortalecimento ao desenvolvimento turístico.

Todas estas ações não podem estar desvinculadas do estímulo ao desenvolvimento sustentável da atividade turística. Sempre deve ser observado em todas as ações do gestor público o combate a exploração de crianças e adolescentes na cadeia produtiva do turismo, e sempre que possível, o fomento ao turismo de base comunitária.