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Pauta do dia

Brasil tem mais de 11 milhões de analfabetos

Dando continuidade ao debate colocado pelo Gestão Pública Eficiente aqui sobre os dados elaborados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, muitas são as informações disponibilizadas e ajudam os gestores públicos a pensar de forma otimizada e mais próxima dos contextos dos estados as políticas públicas. De acordo…

Dando continuidade ao debate colocado pelo Gestão Pública Eficiente aqui sobre os dados elaborados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, muitas são as informações disponibilizadas e ajudam os gestores públicos a pensar de forma otimizada e mais próxima dos contextos dos estados as políticas públicas.

De acordo com o site oficial do IBGE, a PNAD Contínua investiga a cada trimestre um conjunto de informações conjunturais sobre as tendências e flutuações da força de trabalho no país e, de forma anual, temas estruturais relevantes para a compreensão da realidade brasileira. Dados educacionais são obtidos em ambos os casos: na coleta trimestral, por meio de um questionário sobre as características básicas de educação, aplicado às pessoas de 5 anos ou mais de idade, com o objetivo de auxiliar a compreensão das informações conjunturais de trabalho; na coleta anual realizada no segundo trimestre de cada ano civil, por meio de um questionário mais amplo, aplicado a todas as pessoas da amostra, com a finalidade de retratar o panorama educacional.

Nesta oportunidade, o IBGE traz a público seu primeiro informativo de indicadores da PNAD Contínua sobre educação, tendo como fonte o questionário ampliado e, como referência, o segundo trimestre de 2016, com detalhamento geográfico para Brasil e Grandes Regiões.

A Educação Brasileira por meio dos números

Se levarmos em consideração a forma como a Constituição Brasileira estabelece o acesso à educação, todo e qualquer brasileiro deveria ter acesso. Infelizmente, a política educacional brasileira sofre de, ora pensar o acesso e ora pensar a qualidade deste acesso. Quando a abordagem é sobre a qualidade inúmeros são os questionamentos: há de fato educação para deficientes? A educação brasileira é inclusiva?

A PNAD demonstra que estamos distantes de responder tais questionamentos, afinal, mais de onze milhões de brasileiros são classificados como analfabetos, ou seja, não sabem ler e escrever. Esse número corresponde a 7,2% da população brasileira com 15 anos ou mais.

A região Nordeste e a região Norte possuem os maiores percentuais de população analfabeta. O Nordeste representa 14,8% enquanto o Norte representa 8,5%. Interessante ressaltar que essas regiões também apresentam maior nível de pobreza e maior ausência de serviços básicos.

Este percentual indica que o Brasil não conseguiu alcançar uma das metas intermediárias estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE) em relação à alfabetização da população com 15 anos ou mais. A meta 9 do Plano Nacional de Educação estabelece que o analfabetismo deveria ser reduzido no país a 6,5% até o ano de 2015, meta essa que não foi alcançada. A Lei ainda determina que até 2024 o analfabetismo deve estar erradicado do país.
Seria possível para os gestores públicos que estão definindo as estratégias para a melhoria da educação erradicar o analfabetismo até a data pactuada?