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Pauta do dia

Em Curitiba, projeto aumenta acessibilidade para idosos e pessoas com deficiência

Qualidade de vida e autonomia são condições indispensáveis para que idosos e pessoas com deficiência possam viver de forma plena. O direito à locomoção, ao ir e vir, tão básico para a autonomia plena do indivíduo, no entanto, torna-se um desafio frente à precariedade da infraestrutura urbana da maioria das…

Qualidade de vida e autonomia são condições indispensáveis para que idosos e pessoas com deficiência possam viver de forma plena. O direito à locomoção, ao ir e vir, tão básico para a autonomia plena do indivíduo, no entanto, torna-se um desafio frente à precariedade da infraestrutura urbana da maioria das nossas cidades.

Iniciativas que permitam transformar esse desafio em realidade perpassam pela instituição de políticas públicas, a implementação de infraestrutura urbanística acessível e a democratização de tecnologias assistivas.

Em Curitiba, a Secretaria de Trânsito municipal realizou um levantamento com cerca de 500 pessoas idosas e descobriu que a velocidade de um idoso para atravessar a rua é, aproximadamente, 30% menor do que a média geral. E a partir daí, instalou um sistema, em cruzamentos chave, que aumenta o intervalo de travessia de pedestres no semáforo a partir da leitura do cartão de transporte que dá isenção da passagem de ônibus para pessoas com deficiência ou com mais de 60 anos.

Esta iniciativa demonstra que, a tecnologia assistiva pode promover uma verdadeira revolução na inclusão de idosos e pessoas com deficiência.

O crescimento no número de idosos no Brasil está só começando
Com o envelhecimento da população brasileira e a consequente mudança da pirâmide etária, a expectativa é de crescimento de 600% da população com idade maior do que 80 anos no Brasil até 2060, saltando de cerca de 3 milhões, em 2013, para mais de 19 milhões, segundo previsão do IBGE.

O sistema de Curitiba
Criado por meio de parceria entre a prefeitura e a empresa de tecnologia Dataprom, 150 semáforos da cidade receberam as placas leitoras entre 2015 e o fim de 2016, com custo médio de R$ 2.900 cada uma.

O sistema foi instalado em 39 cruzamentos, todos próximos a hospitais ou a lugares com maior circulação de idosos, e beneficia mais de 160 mil pessoas que usam os cartões de transporte que dão isenção da passagem de ônibus para pessoas com deficiência ou com mais de 60 anos no município.

Outras tecnologias assistivas facilitam a vida de pessoas com deficiência visual
Vamos citar duas outras tecnologias nacionais que visam facilitar a locomoção em trajetos urbanos para pessoas com deficiência visual.

A primeira delas é o Vii Bus, um sistema para pontos de ônibus que traduz em braile e em áudio, com a ajuda de sensores que se comunicam por radiofrequência, todas as informações necessárias para usar o transporte público sem depender de outras pessoas. Um painel instalado no ponto de ônibus mostra as linhas do transporte público que passam pelo local. O usuário seleciona seu destino apertando um botão e um alerta sonoro avisa quando o ônibus escolhido se aproxima. O motorista também é avisado que deve parar para o embarque do passageiro.

Já na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, em Campo Mourão, o professor de ciências da computação Paulo Henrique Sabo testa a bengala inteligente, projeto que desenvolveu em conjunto com um grupo de estudantes. A bengala interage com dispositivos inteligentes colocados no piso, e um sensor no artefato recebe informações de localização e direções por meio de radiofrequência. Atualmente, o projeto está em teste no campus, onde foram instalados cerca de 400 dispositivos.