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Smart Cities: A disrupção que invade a Gestão Pública

As Smart Cities ou Cidades Inteligentes estão atreladas à era da disrupção. O termo “disruptivo” é o conceito do momento no setor de tecnologia, ou seja, é um termo descrevendo a inovação tecnológica, produto ou serviço, que utiliza uma estratégia “disruptiva” ao invés de evolutiva, para superar uma tecnologia existente dominante no mercado. De qualquer maneira, o termo não é mais do que uma tradução literal do conceito inglês “disruptive” e significa o mesmo que revolucionário .

As Smart Cities ou Cidades Inteligentes estão atreladas à era da disrupção. O termo “disruptivo” é o conceito do momento no setor de tecnologia, ou seja, é um termo descrevendo a inovação tecnológica, produto ou serviço, que utiliza uma estratégia “disruptiva” ao invés de evolutiva, para superar uma tecnologia existente dominante no mercado. De qualquer maneira, o termo não é mais do que uma tradução literal do conceito inglês “disruptive” e significa o mesmo que revolucionário .

Nas cidades, as inovações e tecnologias disruptivas tem insinuado um cenário futuro em que o aporte maciço de informações possibilita ao gestor público um controle acentuado de tudo o que acontece no ecossistema urbano. É uma ferramenta fundamental tanto para a economia de recursos quanto para o planejamento do município. O antigo relógio de luz, ao se tornar “smart”, pode alertar a companhia elétrica que há um “gato” em determinada residência ou algum problema técnico em uma indústria. A transmissão e análise de informações em tempo real multiplica recursos existentes e potencializa a captação de novos.

A forma de administrar as cidades talvez esteja dando seu salto mais distante desde que estas foram inventadas na Antiguidade Clássica. A gênese de um novo sistema traz consigo amplas possibilidades. As cidades estão sendo refundadas e, para isso, precisam de gestores públicos de alto impacto.

Já há tecnologia onde a rede de infraestrutura urbana conecta equipamentos de usuários e aplicativos aos terminais de uma cidade; os datacenter em nuvem armazenam, arquivam, compartilham e integram todos os dados dos serviços do setor; a plataforma de compartilhamento de informação urbana carrega várias aplicações inteligentes, como o Governo Inteligente, Cidade de Segurança, Transporte Inteligente, Empresa Inteligente, Educação Inteligente e Hospital Inteligente.

Infelizmente, grande parte da infraestrutura em cidades no Brasil e ao redor do mundo é mal equipada para lidar com as crescentes necessidades de uma sociedade moderna e conectada. De acordo com as Nações Unidas, cerca de 54% da população do mundo vive em um ambiente urbano, e esse número deverá aumentar para 66% até 2050.
Além disso, o cenário econômico brasileiro não apenas a crise econômica, mas a realidade orçamentária de médio prazo indica que o financiamento dessas soluções precisará ser tão criativo quanto as próprias. O sucesso dessas empreitadas passa necessariamente pela disrupção também dos modelos de negócios para os grandes projetos de smart city.

Daí porque, é relevante para o gestor público o conhecimento deste tema e participação em feiras, eventos e congressos como o SBAC&E 2017 – Smart City Business América Congress & Expo, que será realizado nos dias 22 a 24 de maio em Curitiba, para se tornar o influenciador local e engajar todos os atores envolvidos.

Nesse sentido, o gestor público deve ter a sensibilidade de que a implantação de smart cities depende de um pacto entre governo, iniciativa privada e sociedade civil. Ao governo cabe fazer o meio de campo. Com a iniciativa privada deve estabelecer contratos – PPP´s, licitação ou algum outro tipo de parceria – que resultem em soluções dinâmicas e econômicas para a cidade, a partir de processos transparentes, democráticos e desburocratizados. Ao mesmo tempo, é necessário ganhar apoio político para o investimento, comunicar a população e torná-la parte da implantação. Inclusive, é preciso ficar claro que toda iniciativa deve gerar valor para o cidadão.

O processo de construção das cidades inteligentes nasce da identificação desse valor. O primeiro passo para o gestor público é descobrir os principais problemas e necessidades da comunidade. Depois, é preciso criar um catálogo de serviços, com parceiros e fornecedores, e trabalhar as soluções em uma plataforma integrada para consolidar os dados. Por último, os gestores públicos estarão aptos a definirem seus objetivos e conquistar os resultados por meio desses indicadores de inteligência, rompendo com paradigmas na construção de smart city, que visam a melhoria da qualidade de vida dos munícipes, tornando um ambiente urbano tecnológico e sustentável.

Tadeu Luciano Seco Saravalli é advogado na área de Direito Público, Especialista em Gestão Pública pela UFScar, Pós-Graduando no Master em Liderança e Gestão Pública com Módulo Internacional na Harvard Kennedy School of Governament do CLP – Centro de Liderança Pública, Membro do Grupo Temático Clima e Energia da Rede Pacto Global da ONU e exerce atualmente o cargo de Secretário Municipal de Gabinete de Birigui-SP.

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